Seu Manoel Morais, cujo sentido de cidadania está impregnado por suas ações comunitárias. Lavrar a terra foi seu ofício e seu ideal de sempre lutar por sua comunidade. Homem que sofreu com os conflitos de terra. Junto a Pastoral da Terra (CPT), do qual é fundador, descobriu a sua força. Desta força construiu um partido politico em Angra, pois dizia que sua motivação era que “na época só existiam em Angra representantes dos mercados e os donos da cidade. Não tinha ninguém das bases, pra mode contar o que agente sofria”, disse Seu Morais.
Quanto a invejável sabedoria que possuía, a mesma não aprendeu em livros, mas sim na escola da vida. Dizia ele que "sua caneta foi a sua enxada". Esta vida corria em seu sangue e o impulsionava a trabalhar cada vez mais por melhores condições de sua comunidade.
A luta não é fácil e as estratégias utilizadas pelo Mercado são perversas, pois mesmo lutando pelos trabalhadores, Seu Morais nos contou que no Bracuí, a maioria do pessoal que morava lá e foi trabalhar na construção e, posteriormente, no Condomínio, era contra o trabalho dele. Isto porque primeiro eles lhe tiram suas terras e apagam sua história. Depois, quando já você já não tem nada, lhes oferece um subemprego ao qual você vai ficar dependente.
O tempo para ele não existiu. O que existiu foi a sua força de vontade e o seu espírito de luta. Por isto o Centro Acadêmico de Políticas Públicas carrega no nome a responsabilidade de dar continuidade a esta história de lutas deste guerreiro incansável que atravessará gerações.

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